


O Brasil criou 121,3 mil postos de trabalho formais em setembro de 2026, de acordo com dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Dos cinco grupamentos de atividades, quatro registraram saldos positivos, com destaque para Serviços (+81.241 postos), seguido por Indústria (+19.285 postos), Comércio (+15.697 postos) e Construção (+9.468 postos). Por outro lado, a Agropecuária apresentou saldo negativo de 4.381 postos de trabalho.
No setor agropecuário, das cinco grandes regiões, três registraram saldos positivos, com destaque para o Nordeste (+5.066 postos), seguido pelo Sul (+434 postos) e pelo Norte (+132 postos). Já as regiões Centro-Oeste e Sudeste registraram saldos negativos de 451 e 9.562 postos de trabalho, respectivamente.
Fonte: Novo Caged – MTE. Elaboração DAgro/CNA.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na quarta-feira (4), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de flexibilização monetária iniciado em março de 2026.
Em seu Comunicado, o Comitê indicou que o cenário externo se tornou mais adverso. Em relação ao cenário doméstico, reconheceu que a atividade econômica apresenta sinais de maior moderação, com o mercado de trabalho demonstrando sinais de desaquecimento, enquanto a inflação evolui de forma desfavorável, com as expectativas se distanciando ainda mais da meta desde a última reunião do Comitê. Nesse contexto, a autoridade monetária ressaltou que o aumento significativo das incertezas exige a condução da política monetária com "serenidade e cautela", mantendo um grau de restrição adequado para assegurar a convergência da inflação à meta, sem sinalizar claramente a retomada do ciclo de flexibilização da Selic no curto prazo.

Meta Selic definida pelo Copom — Taxa básica de juros no final do período (% a.a.)
Fonte: BCB. Elaboração: DAgro/CNA.

A primeira semana de novembro (02 a 06/nov) mostrou o lado mais severo do El Niño no Sul do país. Na segunda (2), um tornado atingiu Maringá (PR), classificado pelo Simepar como F2, com ventos estimados entre 180 e 250 km/h. A partir de terça (3), uma sequência de temporais com granizo, vendavais e alagamentos se espalhou pelo Rio Grande do Sul, por Santa Catarina e pelo Paraná.
A Defesa Civil contabilizou ocorrências em 62 municípios, com galpões destelhados e 51 desalojados. O milho, em grande parte perto da floração, foi a cultura mais atingida: a Emater-Ascar relata impactos fortes em mais de 20 municípios do Norte gaúcho. Chuvas de granizo caíram no Norte, Noroeste e Vale do Taquari gaúcho.
Na madrugada de quarta (4), tornados atingiram o oeste catarinense, em Chapecó. O balanço preliminar da prefeitura aponta mais de R$ 13 milhões em prejuízos agropecuários, incluindo cerca de 4,1 mil toneladas de milho, R$ 500 mil em danos a aviários, 6.500 perus mortos e 150 mil litros de leite descartados pela falta de energia.
Na quinta (5), o Cemaden registrou 136 mm em 24 horas em Laranjeiras do Sul (PR) e 130 mm em Marquinho (PR). Lavouras de tabaco sofreram danos em Boqueirão do Leão, Progresso e Herveiras. Também foram atingidos soja recém-plantada, uva e trigo e canola em colheita.
A tendência é queda nas temperaturas devido à entrada de uma frente fria e de tempo mais firme no interior dos estados das regiões Sul e no Sudeste, com janelas para os produtores avaliarem as perdas e realizarem o replantio de áreas mais afetadas pelas chuvas. Entretanto, os órgãos meteorológicos não descartam a possibilidade de eventos extremos como vendavais e chuvas de granizo localizados, com a formação de um ciclone extratropical no litoral das regiões sul e sudeste.
Na região do Matopiba há previsão de 3 dias consecutivos de precipitações e pancadas de chuva significativas, com volumes que podem alcançar até 50 mm a 80 mm em pontos específicos (especialmente no oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e em todo o Tocantins). É necessária atenção às temperaturas. O calor segue forte, resultando em alta demanda hídrica pelas plantas.
A recomendação para os agricultores de todo o Brasil é avaliar as condições locais para programar as atividades nas lavouras. Para o setor de produção animal, é necessário manter o foco na ambiência, garantir proteção contra o calor e disponibilidade de água para os rebanhos, de forma a evitar perda na produtividade e aumento na mortalidade.
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a moagem de cana-de-açúcar na safra 2026/2027 do país totalizou, desde o início do ciclo até a primeira quinzena de outubro, 528,11 milhões de toneladas, uma queda de 2,7% em relação ao mesmo período da safra anterior.
31,57 milhões de toneladas
-14,1% em relação ao mesmo período da safra anterior
28,11 bilhões de litros
+5,9% em relação ao mesmo período da safra anterior
63,73% na média nacional
Economicamente mais vantajoso em 11 estados + DF
O último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) demonstrou que a paridade nacional (63,73% na média nacional) do etanol em relação à gasolina é economicamente mais vantajosa em 11 estados + Distrito Federal (AC, AM, BA, GO, MG, MT, MS, PA, PI, RO e SP). Vale ressaltar que o etanol pode ser mais competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo utilizado.
Safra 2026/2027 até 30/out
Área implantada no RS
Indicador Cepea/Irga-RS (saca 50 kg)
O plantio do arroz da safra 2026/2027 segue avançando no Brasil, apesar das condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões produtoras. Segundo a Conab, a semeadura atingiu 50,8% da área acompanhada até 30 de outubro, avanço de 12,6 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas abaixo dos 57,8% registrados no mesmo período de 2025.
No Rio Grande do Sul, cerca de 70% da área já foi implantada, mas o excesso de umidade preocupa os produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras e pode provocar atrasos na colheita, com expectativa de disponibilidade de grãos da nova safra apenas a partir do final de fevereiro.
Segundo o Cepea, a valorização do dólar no final de outubro elevou as expectativas de retomada das exportações. Entre 29 de outubro e 5 de novembro, o Indicador Cepea/Irga-RS caiu 1,50%, passando de R$ 82,40 para R$ 81,16 por saca de 50 kg. Apesar da queda recente, a média de outubro foi a maior, em termos nominais, desde fevereiro de 2025.
A alta da moeda norte-americana ampliou a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, estimulando a demanda externa e sustentando os preços domésticos. As incertezas relacionadas aos custos do frete, à possível alta do diesel e à reforma tributária têm limitado as negociações antecipadas para 2027.
Os derivados também se valorizaram, com destaque para os prêmios de exportação do óleo de soja, que atingiram o maior patamar desde março.
Indicador CEPEA/ESALQ Paraná (saca 60 kg) | -0,01% na semana
Indicador ESALQ/B3 Paranaguá (saca 60 kg) | +0,16% na semana
Os preços reagiram, sustentados pela valorização cambial, pela alta das cotações nos portos e pela retração dos vendedores. Apesar disso, as negociações permaneceram lentas, com compradores adquirindo apenas volumes necessários ao abastecimento imediato, enquanto as incertezas sobre a reforma tributária reforçaram a cautela do mercado.
Indicador ESALQ/B3 (saca) | +1,54% na semana (de R$ 65,59)
R$ 1.603,86/saca
Cotação interna registra nova queda
R$ 976,96/saca
Avanço da participação nas exportações brasileiras
US$ 864,98/saca
Contratos futuros em Nova York
US$ 3.241,00/t
Contratos futuros em Londres
Esse cenário ocorre em meio a mudanças na dinâmica do mercado, com redução dos embarques de arábica e avanço da participação do robusta nas exportações brasileiras. A queda nas vendas de cafés diferenciados também merece atenção, por indicar menor participação de um segmento associado à agregação de valor. Para os produtores, a evolução das cotações internas e internacionais, aliada às mudanças na oferta e na demanda por diferentes tipos e padrões de qualidade, reforça a importância de estratégias de comercialização que considerem as oportunidades de mercado e a rentabilidade da atividade.
O cenário de produção e comercialização de frutas e hortaliças segue marcado pelos efeitos das condições climáticas sobre a oferta, a qualidade e os custos de produção.
O excesso de chuvas atrasou o início da colheita, provocou replantios e favoreceu a ocorrência de doenças como míldio e bacteriose, elevando os custos e aumentando a preocupação com a produtividade e a oferta na safra 2026/2027, especialmente diante da redução da área plantada.
No cinturão citrícola paulista, as precipitações de outubro podem favorecer o desenvolvimento da safra 2027/2028.
Apesar de os volumes de chuva em outubro terem ficado abaixo da média histórica, a umidade elevada e a frequência de dias nublados mantêm o alerta para maior incidência de doenças, como Glomerella, sarna da macieira e podridões, além de possíveis impactos sobre a atividade dos polinizadores.
A menor disponibilidade de frutos, associada às baixas temperaturas e à maturação mais lenta, impulsionou as cotações, com altas nos atacados São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Campinas.

A boa demanda por boiadas pelos frigoríficos e a oferta restrita de animais para abate prevalecem. A retomada das compras para a China (cota 2027) e a maior movimentação nas indústrias para abastecimento do varejo para o final de ano ajudam neste cenário.
Indicador Cepea em 5/11 | +6,8% no acumulado de outubro | +0,6% nos primeiros dias de novembro
Mercado atacadista | +5,5% em outubro | +0,8% na primeira semana de novembro
O indicador do boi gordo Cepea subiu 6,8% no acumulado de outubro último e, nos primeiros dias de novembro, a alta foi de 0,6%, com o boi gordo cotado em R$ 391,35/@ em São Paulo (5/11). A carne bovina subiu 5,5% em outubro e teve alta de 0,8% na primeira semana de novembro, com a carcaça casada (boi) negociada em R$ 26,66/kg no atacado.
A maior concorrência com a carne de frango tem pressionado para baixo as cotações no mercado de suínos, mesmo com a demanda aquecida para abastecimento para as festas de final de ano.
Referência para o produtor independente (não integrado) caiu 3,9% na comparação semanal
R$ 6,63/kg vivo em 5/11
A carne de frango teve mais uma semana de queda nos preços, frente a maior disponibilidade no mercado doméstico, com as restrições das compras do produto brasileiro por alguns países, em função dos casos de doença de Newcastle em Santa Catarina.
Frango resfriado – SP (Cepea) em 5/11 | -2,2% na semana
No mercado de ovos, a demanda firme neste início de mês resultou em alta na comparação semanal.
Caixa 30 dúzias de ovos brancos – Bastos/SP | +6,4% na semana
-3,9% no atacado
-5,6%
A maior oferta de leite no campo associada a um consumo mais lento no elo final da cadeia de valor vem incorrendo em retração nos derivados lácteos.
R$ 29,70/kg ao final do mês | -1,4%
R$ 24,00/kg | -2,0%
No último leilão GDT o índice geral de preços teve alta de 3%, alcançando US$ 4.166/ton na terça-feira, 3.
-5,4%
39,8 mil toneladas
A retração de 5,4% no volume negociado (39,8 mil ton) ajuda a explicar o cenário, no qual a demanda mais firme e perspectivas climáticas desfavoráveis em função do El Niño vêm pressionando as cotações. O cenário se refletiu também nos contratos futuros, cujos vencimentos para o início de 2027 vêm apresentando avanços, levando as negociações de fevereiro a US$ 4.155/ton.
Sem acordo com a FPA, que busca consenso antes do fim da vigência
Bancada avalia apresentar PDL caso decreto seja publicado
MP nº 1.399/2026 em regime de implementação gradual
PFC nº 5/2026 segue para encaminhamento ao TCU
Governo apresenta proposta de transição tributária na Câmara
Prazos a partir de 6 e 16 de novembro, respectivamente
PL 290/2025 segue para a Comissão de Meio Ambiente
PL 1.621/2026 segue para a Comissão de Finanças e Tributação
PL 1.026/2026 rejeitado pelo relator Pedro Lupion
PL 364/2019 segue para o Senado Federal
PL 2300/2025 segue para Comissão de Finanças e Tributação
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) debateu, na última terça-feira (3), em reunião-almoço, o andamento da Comissão Mista da Medida Provisória nº 1.376/2026, referente ao endividamento rural, cuja vigência se encerra em 11 de novembro. Parlamentares e representantes de entidades apontaram a necessidade de revisão do texto, sob a avaliação de que a medida teve baixa efetividade, com menos de 20% dos R$ 100 bilhões projetados efetivamente renegociados.
Afirmou que a perda de vigência da MP é o pior cenário, já que não há tempo para votar o PL 5.122/2023 na Câmara dos Deputados
Apresentou, na quinta (5), segunda versão do relatório, ainda sem acordo com a FPA, que não identificou mudanças substanciais no conteúdo
A FPA espera reunir-se com o relator na próxima terça-feira (10) para buscar consenso quanto a alterações no texto
Segundo Lupion, a alteração do texto da MP depende da concordância do presidente da comissão mista, senador Renan Calheiros (MDB/AL), ou, no mínimo, do encaminhamento da votação de relatório separado apresentado pelo deputado Zé Vitor (PL/MG).
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR), reagiu, na última terça-feira (3), a informações de que o governo avalia a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre títulos de investimento ligados ao setor agropecuário, como LCAs, CRAs e debêntures, além de LCIs e CRIs.
A bancada voltará a se opor à medida, a exemplo da tentativa de tributação ocorrida no ano passado. Lupion defendeu que o governo busque outras fontes de receita.
No último Plano Safra, menos de 20% do crédito à produção agrícola teve origem pública. Os 80% restantes foram financiados com recursos privados captados por esses instrumentos.
Se a cobrança for instituída por decreto presidencial, a bancada poderá apresentar projeto de decreto legislativo (PDL) para sustar o ato.
O Governo Federal publicou, na última quarta-feira (4), a Medida Provisória nº 1.399/2026, que estabelece as alíquotas e as normas complementares do Imposto Seletivo (IS) para 2027, em regime de implementação gradual.
66,7% – incidido sobre 15% do preço de varejo acrescido de parcela fixa de R$ 3,50 por maço
4,2%
2,6%
0,5%
0% em 2027 (alíquota reduzida a zero)
A MP entrou em vigor na data da publicação, com efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2027. O texto também determina o envio, até 31 de maio de 2027, de projeto de lei com as alíquotas aplicáveis a partir de 2028.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (4), a Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) nº 5/2026, que solicita ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de auditoria sobre as importações de leite e derivados.
Dep. Pedro Lupion (Republicanos/PR), com coautoria dos Dep. Rafael Pezenti (MDB/SC) e Ana Paula Leão (PP/MG)
Análise da atuação dos órgãos federais, levantamento dos impactos das importações nos últimos cinco anos e identificação de possíveis distorções comerciais e assimetrias regulatórias
Defende a iniciativa, que ganha relevância diante da investigação antidumping concluída pela Resolução Gecex nº 907/2026 sobre leite em pó da Argentina e Uruguai
O pedido de auditoria segue para encaminhamento ao TCU.
O Governo Federal apresentou ao Congresso Nacional, na última quinta-feira (5), uma Proposta de Emenda à Constituição nº 22/2026, que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para ajustar a transição da reforma tributária, mantendo temporariamente a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre determinados produtos até que passem a produzir efeitos as alíquotas do Imposto Seletivo (IS).
Veículos, embarcações, aeronaves, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas
Risco de as alíquotas do IPI serem zeradas antes de começarem a produzir efeitos as do novo imposto
Tramita na Câmara dos Deputados
A Comissão Mista de Orçamento divulgou alteração no cronograma de tramitação dos projetos orçamentários, com antecipação do prazo de apresentação de emendas.
Prazo: 6 a 23 de novembro de 2026
Inclui emendas à despesa e à receita
Relator: Sen. Eduardo Braga (MDB/AM)
Prazo: 16 a 27 de novembro de 2026
Relator: Sen. Eduardo Gomes (PL/TO)
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou, na última quarta-feira (4), o Projeto de Lei 290/2025, de autoria do senador Zequinha Marinho (PODE/PA), que altera o Código Florestal para permitir a suspensão de sanções e medidas cautelares aplicadas a produtores rurais que tenham solicitado adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Embargos decorrentes de infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relacionadas à supressão irregular de vegetação em APPs, Reserva Legal e áreas de uso restrito
Responde à demora de diversos estados em implementar efetivamente seus PRAs, mantendo produtores em indefinição jurídica e econômica mesmo com inscrição no CAR
A matéria segue para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA)
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (4), o Projeto de Lei 1.621/2026, de autoria do deputado Maurício do Vôlei (PL/MG), que institui o Programa Nacional de Armazenagem e Secagem da Produção Agropecuária (PNAS).
Conforme o parlamentar, grande parte da produção é escoada logo após a colheita, o que gera perdas, pressiona preços, sobrecarrega a logística e reduz a margem do produtor. O relator, deputado Dilceu Sperafico (PP/PR), apresentou substitutivo que amplia o alcance do programa, passando a incluir as empresas cerealistas entre os beneficiários, além de produtores rurais, associações e cooperativas.
A matéria segue para análise da Comissão de Finanças e Tributação (CFT).
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 1.026/2026, que proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima ou por quaisquer meios de transporte que coloquem em risco sua integridade física e emocional.
O parecer pela rejeição foi apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion (REPUBLICANOS/PR), presidente da FPA, que argumentou que a imposição de uma proibição legal genérica desconsidera o arcabouço administrativo-fiscalizatório já existente e a competência técnica dos órgãos executivos para regular a atividade de forma dinâmica e baseada em evidências científicas.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (4), a redação final do PL 364/2019, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB/RS), que dispõe sobre a utilização e a proteção da vegetação nativa dos Campos de Altitude associados ou abrangidos pelo bioma Mata Atlântica. A relatoria coube ao deputado Lucas Redecker (PSD/RS), e o posicionamento da CNA é convergente ao projeto e ao parecer. A matéria segue para o Senado Federal.
Na quarta (04), a Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 2300 de 2025 que dispõe sobre medidas de incentivo à produção, comercialização e uso de etanol combustível visando reduzir custos e fortalecer a matriz energética nacional. Dentre elas estão a criação de linhas de crédito especiais, incentivo fiscal para investimentos em novas plantas industriais e prioridade na concessão de licenciamento ambiental para projetos de produção de etanol com uso de práticas sustentáveis. A matéria segue para apreciação na Comissão de Finanças e Tributação (CFT).
El Nino pode gerar perda de 10 por cento na produção de soja
CNA atua para reduzir alíquotas para pequenos produtores de bebidas
CNA participa de reunião da Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do Mapa
CNA participa de reunião da Câmara Temática de Inovação Agrodigital
Decreto nº 13.146 estabelece critérios e prioridades
Mapa prorroga emergência contra a mosca-da-carambola por mais um ano
Mapa atualiza critérios do ZARC para o cultivo de cebola e batata
CNA realiza reunião da Comissão Nacional de Política Agrícola
CNA leva produtores vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal à Feira Alimenta Sebrae 2026
Malásia retoma importações de produtos avícolas brasileiros
Mapa confirma novo foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina
Informações sobre os documentos DIPC e RIPI
CNA discute apoio de fundos estaduais no Banvaco
CNA cumpre agenda de aproximação com cooperativas de leite na Região Sul
Neste episódio, Estevão Damázio recebe o diretor geral de Agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, e conversam sobre os desdobramentos de uma simulação que indica que um cenário de El Niño forte poderia reduzir a produção brasileira de soja na safra 2026/27 em até 17,6 milhões de toneladas na comparação com condições climáticas neutras.
Fique por dentro, acompanhe o tema conosco.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia como positiva a previsão de redução das alíquotas tributárias aos pequenos produtores de bebidas alcoólicas previstas na Medida Provisória (MP) 1.399/2026, do Poder Executivo.
A medida contempla uma demanda defendida pela entidade junto ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal do Brasil (RFB), com o objetivo de assegurar um tratamento tributário diferenciado aos pequenos produtores de vinhos e espumantes, cervejas, cachaças e aguardentes.
A MP estabelece reduções de até 40% nas alíquotas para os pequenos produtores com escala de até 50 mil litros de álcool. As outras reduções variam de acordo com o volume de produção: acima de 50 mil até 125 mil litros; e mais de 125 mil até 250 mil litros.
No encontro, realizado na terça (03), foram discutidas tecnologias e inovações no setor de agroenergia que serão aprofundadas no evento Cana+Conference promovido pela Embrapa Agroenergia. Também foi discutida medidas para fortalecer o setor, como uma possível implementação da política de preços mínimos para a cultura, visando ampliar a previsibilidade e a sustentabilidade econômica da atividade.
Na reunião, realizada na quarta (04), foram abordadas diferentes iniciativas relacionadas à transformação digital no agronegócio, incluindo o relato sobre a Semana da Agricultura Digital do IICA, realizada na Costa Rica. Também foi discutido o Projeto de Lei nº 4.132/2025 que institui a Política Nacional de Transformação Digital na Agricultura.
O Decreto nº 13.146, de 4 de novembro de 2026, regulamenta critérios econômicos, socioambientais e climáticos para enquadrar substâncias como minerais críticos e estratégicos e organizar esses recursos em classes de prioridade. Entre os critérios estão a dependência de importações, a concentração geográfica dos fornecedores, os riscos geopolíticos, a disponibilidade de reservas nacionais, o potencial de agregação de valor, o desenvolvimento tecnológico e regional e a contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A Portaria MAPA nº 964, de 29 de outubro de 2026, prorroga por mais 12 meses o estado de emergência fitossanitária relacionado ao risco de dispersão da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. A medida mantém as condições especiais de atuação para prevenção e controle da praga quarentenária, considerada uma ameaça à fruticultura. A prorrogação entrou em vigor em 3 de novembro de 2026.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da Portaria SPA/MAPA nº 379, de 29 de outubro de 2026, alterou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as culturas de cebola e batata, abrangendo os sistemas de cultivo irrigado e de sequeiro. A norma estabelece que, para culturas implantadas por mudas ou material de propagação vegetativa, o período de referência para avaliação do risco climático deve considerar a data do plantio no local definitivo, e não a semeadura ou o início da formação das mudas em viveiros, estufas ou ambientes protegidos.
A CNA promoveu, em 4 de novembro, a segunda reunião da Comissão Nacional de Política Agrícola, com discussões sobre a implementação do Marco Legal do Seguro Rural, medidas de renegociação de dívidas e os possíveis impactos de um super El Niño.
Dados apontam queda de 65% no valor segurado entre 2024 e 2025, de R$ 50,5 bilhões para R$ 17,6 bilhões, reforçando a necessidade de previsibilidade de recursos para o PSR, melhoria das apólices e operacionalização do Fundo Catástrofe.
Estudo da Serasa Experian estimou que um super El Niño poderia reduzir em 9,7% a produção de soja na safra 2026/27, com perdas de 17,6 milhões de toneladas e impacto estimado de R$ 33 bilhões no VBP.
CNA leva produtores vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal à Feira Alimenta Sebrae 2026, realizada de 5 a 7 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília. A participação reúne produtores dos segmentos de doces de leite, azeites, cachaças, charcutaria, queijos e chocolates, com o objetivo de ampliar a visibilidade dos produtos artesanais, promover oportunidades de comercialização e valorizar a produção regional e os pequenos produtores rurais.
O Mapa informou, na última quinta-feira (5), que a Malásia reconheceu a regionalização sanitária para a doença de Newcastle e, com isso, passou a restringir às compras de produtos avícolas somente do estado de Santa Catarina, preservando as exportações de outros estados habilitados. Atualmente, somente o Uruguai segue restringindo as importações de todo o Brasil.
A seguir, os países que reconheceram a regionalização: Arábia Saudita, China, Chile, Malásia, México, Peru, Turquia, União Econômica Eurasiática (Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia), Paraguai e Uzbequistão.
A Mapa confirmou um novo foco da doença de Newcastle no dia 3/11 em granja comercial em Nova Erechim-SC, dentro da área de restrição já estabelecida. Este foi o quarto caso registrado desde a declaração do estado de emergência zoossanitária. A detecção aconteceu durante as ações de vigilância realizadas na área de emergência. Reforçamos que o consumo de produtos avícolas (carne, ovos etc.) inspecionados pelo serviço veterinário oficial segue seguro e sem contraindicações. Acesse o site com as medidas de biosseguridade nas granjas aqui.
Em comemoração aos 10 anos da Lei de Integração, a CNA lançou o quadro "Pílulas de Integração". O objetivo é ampliar o alcance e o conhecimento dos produtores integrados e suas lideranças acerca da Lei 13.288/2016, conhecida como Lei de Integração. No Episódio 5, abordamos sobre os documentos DIPC e RIPI, as suas finalidades e importância nos sistemas integrados de produção de aves e suínos. Acesse o vídeo aqui. Os temas também serão discutidos no 4º Encontro Nacional das Cadecs de Aves e Suínos, nos dias 10 e 11 de novembro, na CNA.
No dia 4/11, a CNA se reuniu com representantes de fundos estaduais sanitários e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir o apoio dos estados no Banco Regional de Antígenos contra a Febre Aftosa (Banvaco). Na reunião, foi apresentada a proposta de implementação do banco regional, atualmente na fase de definição das cepas e dos volumes a serem contratados pelos países membros: Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Peru. Acesse a matéria aqui.
Ao longo da semana, os dirigentes da Comissão Nacional de Pecuária de Leite estiveram reunidos com a Cooperativa Central Gaúcha Ltda e Aurora, cumprindo agenda para discutir novos modelos de relacionamento entre os diferentes elos do setor. Em pauta foram discutidas a adesão ao mercado futuro do leite, bem como a formalização do fornecimento pautada em indicadores fidedignos de mercado, com vistas a ampliar a previsibilidade de preços aos produtores. Foram também debatidas agendas estratégicas para ampliar a competitividade do leite brasileiro, além de perspectivas para uma presença mais expressiva dos lácteos no mercado internacional.